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Na Baixada do Ambrósio, Furlan ouve setor madeireiro e defende mais agilidade no licenciamento ambiental

Durante caminhada em Santana, candidato conversou com microempresários e trabalhadores do beneficiamento de madeira e afirmou que o Estado precisa criar condições para que o setor produza, gere empregos e renda dentro da legalidade

A necessidade de destravar o setor madeireiro e dar mais rapidez aos processos de licenciamento ambiental esteve no centro das conversas do Dr. Furlan durante caminhada pela Baixada do Ambrósio, em Santana. Neste sábado (5), o candidato ao Governo do Amapá ouviu microempresários, proprietários de madeireiras e trabalhadores que atuam no beneficiamento da madeira e relatam dificuldades para manter suas atividades diante da demora nos processos de regularização.

A principal reivindicação é por um Estado que consiga conciliar fiscalização e preservação ambiental com desenvolvimento econômico. Para quem vive da cadeia da madeira, a falta de agilidade na emissão das autorizações tem reduzido a oferta do produto legalizado, afetado empresas locais e provocado perda de oportunidades de trabalho e renda.

Há 22 anos atuando com aproveitamento de madeira, Oséias Nunes contou a Furlan que as dificuldades para exercer a atividade de forma regular têm se acumulado.

“A gente quer trabalhar. É disso que vivemos e é o que sabemos fazer, mas hoje existem muitas dificuldades para conseguir trabalhar dentro da legalidade. O que queremos é alguém que olhe para esse setor, mude essa realidade e dê condições para quem quer produzir corretamente continuar trabalhando”, afirmou Oséias.

Jozimo Teixeira Fernandes, que trabalha há cerca de 35 anos no setor, chamou atenção para outro efeito da falta de madeira devidamente documentada no mercado amapaense. Segundo ele, até empresas responsáveis por obras realizadas no Estado estão recorrendo a fornecedores de outras regiões do país.

“Hoje as construtoras precisam de madeira com toda a documentação, inclusive o DOF, e muitas vezes não encontram produto legalizado suficiente aqui. O resultado é que estão trazendo até pinho de fora do Amapá para usar nas obras, enquanto nós temos trabalhadores e empresas daqui querendo produzir. Precisamos agilizar os processos para que a madeira do Amapá possa abastecer o nosso próprio mercado dentro da lei”, explicou Jozimo.

Estado precisa ajudar quem quer produzir

Furlan afirmou que o poder público precisa atuar como parceiro de quem deseja empreender e gerar empregos, sem abrir mão da proteção ambiental. Para ele, eficiência no licenciamento significa estabelecer regras claras, estrutura técnica e prazos capazes de dar segurança tanto ao produtor quanto ao meio ambiente.

“Não estamos falando em deixar de fiscalizar ou diminuir a proteção da nossa floresta. Estamos falando de fazer o Estado funcionar. Quem quer trabalhar dentro da lei não pode passar meses ou anos esperando uma resposta. O Governo precisa orientar, analisar os processos com rapidez e criar condições para que esse setor cresça, gere emprego e faça a riqueza circular aqui dentro do Amapá”, destacou Furlan.

O candidato lembrou que adotou essa lógica durante sua gestão à frente da Prefeitura de Macapá. O município ampliou as ações de regularização ambiental, levou equipes para atendimento em comunidades produtoras e disponibilizou a abertura de processos de licenciamento de forma digital, por meio da plataforma

Entre janeiro e julho de 2025, por exemplo, a Prefeitura de Macapá emitiu 1.196 licenças ambientais. Em outra frente, após a Resolução nº 62/2024 do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema), o município passou a ter competência para licenciar áreas de até mil hectares por produtor, ampliando a capacidade de atendimento ao setor produtivo.

“Em Macapá, levamos o licenciamento até as comunidades, usamos tecnologia e ampliamos a capacidade do município. No Governo vamos trabalhar com essa mesma visão: menos burocracia desnecessária, mais eficiência e segurança para quem quer trabalhar corretamente”, acrescentou Furlan.

Compromisso no plano de governo

A reivindicação apresentada pelos trabalhadores da Baixada do Ambrósio também está contemplada no Plano de Governo de Dr. Furlan.

O documento estabelece como compromisso dar celeridade à emissão de licenças ambientais e autorizações para supressão vegetal, com aprimoramento dos processos de análise para garantir mais agilidade, eficiência e segurança jurídica, mantendo o cumprimento da legislação ambiental.

Para a cadeia da madeira, o plano prevê ainda a reestruturação do manejo florestal sustentável, tratando a atividade como alternativa para geração de emprego e renda associada à conservação da floresta. A proposta considera o potencial amapaense para produtos madeireiros e não madeireiros e defende uma política ambiental que, além da fiscalização, contribua para o desenvolvimento econômico sustentável.

Outra medida prevista é utilizar o poder de compra do Estado para estimular a economia local. O programa propõe que, sempre que possível, as compras públicas priorizem produtos florestais legalizados e sustentáveis, incluindo móveis escolares e mobiliário utilizado pela administração estadual.

Para Furlan, a mudança pode fazer com que uma riqueza produzida no Amapá permaneça no próprio Estado.

“O objetivo é desburocratizar. Vamos organizar essa cadeia, dar segurança a quem trabalha legalmente e fazer com que desenvolvimento e preservação caminhem juntos”, concluiu.

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