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Emprego e Renda ·

Dr. Furlan firma carta-compromisso com setor produtivo e promete “destravar o Amapá”

Em plenária com representantes da indústria, mineração, cooperativismo, agronegócio e outros segmentos, candidato apresentou propostas para segurança jurídica, licenciamento, infraestrutura, qualificação profissional e atração de investimentos

Dr. Furlan (PSD) apresentou neste sábado (26), durante plenária com representantes de diferentes segmentos do setor produtivo do Amapá, uma carta-compromisso com medidas voltadas à atração de investimentos, geração de empregos e redução da burocracia no estado.

O encontro nasceu inicialmente de uma demanda do setor mineral, mas foi ampliado para reunir representantes da indústria, cooperativismo, agronegócio, energia e outras cadeias produtivas. Segundo Furlan, o documento será uma das referências de sua eventual gestão estadual.

“Essa carta vai ser o nosso guia, vai ser a nossa Bíblia do setor produtivo. Nós vamos destravar o estado do Amapá”, afirmou.

Entre os compromissos apresentados estão a reestruturação da secretaria responsável pelos setores produtivos, criação de um observatório de dados econômicos, maior previsibilidade regulatória, redução dos prazos de licenciamento e uma agenda permanente de diálogo entre governo, empresários, comunidades e órgãos de controle.

Furlan também defendeu políticas específicas para mineração, pesca, agronegócio, produção florestal, piscicultura, bioeconomia e biogás, além de investimentos em transporte, energia e comunicação. Outro ponto destacado foi a qualificação da mão de obra local para que trabalhadores e empresas amapaenses possam aproveitar as oportunidades geradas por novos empreendimentos.

Na área fundiária, o candidato afirmou que pretende acelerar a regularização de terras para ampliar a segurança jurídica dos produtores e facilitar o acesso ao crédito.

Cooperativas e novos investimentos

Para o cooperativismo, Furlan prometeu ampliar a participação das entidades nas compras públicas e nos colegiados estaduais, desde que cumpridos os requisitos previstos em lei.

A presidente do Sistema OCB Amapá, Maria Nascimento, manifestou apoio ao candidato e destacou a relação construída com Furlan ao longo dos últimos anos. “Furlan, você é um homem de palavra, é o nosso apoio à sua candidatura foi firmado há muitos anos, como reflexo de todo trabalho que realizamos juntos”, declarou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap), Franck Almeida, afirmou que o desenvolvimento precisa alcançar empreendimentos de diferentes portes e gerar emprego e renda. Também cobrou políticas de fomento e defendeu que nenhum segmento produtivo seja criminalizado.

Experiência de Macaé

A plenária também contou com a participação de Rodrigo Ferreira Vianna, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Macaé (RJ), que falou sobre as oportunidades relacionadas à cadeia de óleo, gás e energia.

A aproximação entre Furlan e Macaé começou ainda durante sua gestão na Prefeitura de Macapá. Em 2025, os dois municípios firmaram cooperação técnica para troca de experiências em gestão pública, planejamento urbano, desenvolvimento econômico, formação profissional e estruturação da cadeia de petróleo e gás. A parceria também previa estudos sobre infraestrutura, logística, marco regulatório e qualificação da mão de obra.

Durante a plenária, Rodrigo Vianna também apresentou a Furlan um manual voltado à cadeia de óleo, gás e energia, elaborado como contribuição técnica ao plano de governo. Segundo ele, o material reúne diretrizes para dar mais segurança jurídica aos investidores, organizar procedimentos, preparar fornecedores locais e criar condições para que empresas do Amapá participem das oportunidades abertas por novos empreendimentos no setor. A proposta é aproveitar a experiência acumulada por Macaé, um dos principais polos de petróleo e gás do país, para orientar a preparação do estado para esse novo ciclo econômico.

Vianna afirmou ainda que empresários e especialistas ligados ao polo de Macaé estão dispostos a colaborar com propostas para preparar o Amapá para novos investimentos no setor energético.

Ao encerrar a apresentação da carta, Furlan resumiu a mensagem aos representantes do setor produtivo: “Bora desenvolver o nosso estado, bora sair do papo furado, bora trabalhar e fazer a coisa acontecer.”

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