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Furlan assume compromisso de comandar diálogo com militares e coloca segurança entre prioridades para o Amapá
Candidato participou de dois encontros com profissionais da segurança pública nesta quarta-feira (19) e defendeu valorização dos militares, melhores condições de trabalho e atuação direta do governador nas negociações com a categoria

O candidato ao Governo do Amapá, Dr. Furlan (PSD), assumiu o compromisso de participar pessoalmente das negociações com os profissionais da segurança pública caso seja eleito governador. A declaração foi feita na noite desta quarta-feira (19), durante dois encontros que reuniram militares e apoiadores em Macapá.
No primeiro compromisso da noite, Furlan participou de uma reunião com aproximadamente 600 integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O encontro também contou com a presença do senador Lucas Barreto (PSD), da candidata ao Senado Rayssa Furlan (Podemos), do deputado estadual R. Nelson Vieira (Podemos), da candidata a deputada federal Sandra Lacerda (Podemos) e do vereador Ezequias (PSD).
Furlan afirmou que pretende repetir no Governo do Estado a relação que manteve com os servidores da segurança pública municipal durante os cinco anos e dois meses em que esteve à frente da Prefeitura de Macapá. Segundo ele, o diálogo com a categoria não poderá ser delegado exclusivamente a secretários ou comandantes.
“Firmo o compromisso de manter um diálogo aberto, comandado pelo próprio governador. Não vamos terceirizar decisões. Quando você vota em alguém, não vota no secretário ou no comandante. Vota no governador, e ele precisa assumir a responsabilidade”, afirmou.
O candidato também defendeu a valorização salarial dos profissionais.
“Salário não é despesa, é investimento. Quando vocês ganham dinheiro, vocês consomem mais, melhoram a qualidade de vida e a economia gira. Durante cinco anos e dois meses participei pessoalmente das discussões com os servidores da segurança pública municipal. A Guarda ganha bem e vamos trabalhar para fazer o mesmo pelos militares”, disse Furlan.
Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão o pagamento de indenizações e a atualização do adicional de interiorização, apontado durante o encontro como defasado há anos.
Compromissos com a categoria
O senador Lucas Barreto também assumiu compromisso com os militares. “Durante meu mandato, eu fui campeão em emendas para o nosso estado, e o Furlan é campeão de entregas. Juntos, poderemos fazer muito mais. Contem comigo. Ano que vem vai ter emenda minha para a segurança”, afirmou o senador.
Rayssa Furlan destacou que segurança pública precisa ser tratada de forma integrada pelos representantes eleitos para o Executivo e o Legislativo. Segundo ela, senadores, deputados e governador precisam colocar o tema entre as prioridades do próximo mandato.
Militar do Corpo de Bombeiros, o deputado R. Nelson Vieira afirmou que uma das prioridades será reorganizar as finanças estaduais para ampliar a capacidade de atendimento às demandas dos profissionais.
“Acreditamos que o Furlan irá organizar o Estado financeiramente para melhorar as condições de trabalho dos militares, como ele fez com a Guarda Municipal. Furlan se comprometeu com as pautas dos militares e nós estaremos lá na Assembleia para contribuir com esse trabalho”, declarou.
Violência preocupa população
Na segunda reunião da noite, Furlan encontrou apoiadores do candidato a deputado federal Tenente-Coronel Marques (PL), em um público novamente formado por grande número de profissionais da segurança.
Durante o discurso, o candidato afirmou que a violência está entre as principais preocupações manifestadas pela população e citou os indicadores do Amapá no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Os dados mais recentes confirmam a gravidade do cenário. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que o Amapá registrou 343 mortes violentas intencionais em 2025, alcançando uma taxa de 42,5 mortes para cada 100 mil habitantes, a maior entre todas as unidades da Federação. A média nacional ficou em 19,1.
Outro dado destacado por Furlan foi a violência contra as mulheres. Segundo o Ministério Público do Amapá, 11 feminicídios já haviam sido registrados no estado nos primeiros oito meses de 2026, número superior aos nove casos contabilizados durante todo o ano de 2025.
“A população está amedrontada. O Amapá não está protegendo suas mulheres, seus filhos. E quando o militar sai de casa para trabalhar, muitas vezes não sabe se vai voltar. Precisamos mudar essa realidade”, afirmou Furlan.