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Margem Equatorial: Dr. Furlan apresenta plano para transformar petróleo em emprego e desenvolvimento para o Amapá
Após Petrobras identificar hidrocarbonetos no poço Morpho, propostas defendem qualificação de trabalhadores, fornecedores locais, transparência e uso responsável dos futuros royalties
A identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, na costa do Amapá, abriu uma nova etapa para o desenvolvimento do estado. A notícia reforçou o potencial da Margem Equatorial e mostrou que o Amapá precisa estar preparado para aproveitar as oportunidades que podem surgir nos próximos anos.
O poço está localizado no bloco FZA-M-59, a aproximadamente 175 quilômetros da costa amapaense, em uma lâmina d’água de 2.886 metros. A presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e indícios encontrados nas rochas.
A perfuração e os estudos ainda precisam avançar para confirmar o tipo de recurso, o volume disponível e a viabilidade comercial. Portanto, a descoberta não significa que a produção de petróleo já esteja garantida. Mesmo assim, o resultado representa um passo importante e confirma as boas perspectivas geológicas da região.
Para Dr. Furlan, o momento exige planejamento. A prioridade é evitar que uma eventual riqueza seja apenas extraída do litoral amapaense sem deixar empregos, empresas, conhecimento e melhorias concretas para a população.
Macapá começou a se preparar antes da descoberta
Enquanto prefeito, Dr. Furlan adotou medidas para preparar Macapá para a possível consolidação da cadeia de petróleo e gás.
Em junho de 2025, a Prefeitura firmou um acordo de cooperação técnica com Macaé, no Rio de Janeiro, município que reúne décadas de experiência com a indústria petrolífera. A parceria estabeleceu a troca de conhecimento em áreas como planejamento urbano, desenvolvimento econômico, formação profissional e sustentabilidade.
Na mesma ocasião, Dr. Furlan criou a Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural de Macapá, reunindo diferentes áreas da administração para planejar as ações relacionadas ao setor.
A cooperação não ficou apenas no papel. Dr. Furlan participou do Macaé Energy, um dos fóruns voltados ao mercado de óleo, gás e energia, para conhecer experiências, tecnologias e desafios enfrentados por cidades que convivem com a atividade há décadas.
Lei Petro Macapá criou incentivos e organização
Outro avanço foi a criação da Lei Petro Macapá, uma política de desenvolvimento econômico voltada às cadeias de petróleo, gás e energias renováveis.
A legislação estabeleceu um marco para atrair empresas, incentivar novos investimentos e preparar a capital para receber atividades industriais, tecnológicas e logísticas relacionadas ao setor.
O objetivo foi criar condições para que Macapá não se limitasse a observar a movimentação econômica. A cidade deveria participar ativamente, formando trabalhadores, atraindo fornecedores e organizando sua estrutura para receber novos empreendimentos.
A lei foi construída a partir das experiências compartilhadas com Macaé e consolidou uma política municipal para o setor.
Empregos para quem vive no Amapá
No Plano de Governo, Dr. Furlan amplia para todo o estado o trabalho iniciado na Prefeitura de Macapá.
Uma das propostas é criar o Programa Estadual de Qualificação para a Cadeia de Energia, em parceria com a Federação das Indústrias, instituições de ensino técnico e universidades.
A formação deverá contemplar áreas como operações offshore, soldagem, segurança do trabalho, logística portuária, meio ambiente, engenharia, ciência de dados e tecnologia.
O plano também prevê estágios, residências técnicas e programas de aprendizagem para conectar estudantes amapaenses às empresas e aos centros de pesquisa. A ideia é começar a preparar os profissionais antes que as vagas sejam abertas.
Empresas locais dentro da cadeia produtiva
Além da mão de obra, o Plano de Governo busca preparar as empresas amapaenses para fornecer produtos e serviços à indústria.
A proposta é criar um Programa Estadual de Conteúdo Local, com cadastro de profissionais e fornecedores aptos a atender operadoras e prestadoras de serviço.
Micro, pequenas e médias empresas deverão contar com linhas de crédito, mecanismos de garantia e apoio para alcançar as certificações exigidas pelo setor.
Os incentivos fiscais serão vinculados a resultados verificáveis, como contratação de trabalhadores locais, qualificação profissional, geração de empregos e investimento em pesquisa e inovação dentro do Amapá.
A intenção é impedir que os benefícios sejam concedidos sem retorno social e garantir que parte significativa da riqueza permaneça no estado.
Infraestrutura, tecnologia e conhecimento
O plano prevê um estudo para instalar uma base de apoio logístico offshore no Porto de Santana ou em um terminal dedicado, observando todos os requisitos ambientais e de segurança.
Também serão articuladas melhorias nos acessos rodoviários, portuários e aeroportuários para atender às futuras demandas da cadeia energética.
Outra proposta é implantar e equipar o Parque Tecnológico do Estado, criando um ambiente capaz de receber centros de pesquisa, empresas inovadoras e atividades de alto valor agregado.
Dr. Furlan defende que o Amapá não pode participar apenas com os serviços mais básicos da indústria. O estado precisa ocupar espaço nas áreas de tecnologia, softwares científicos, monitoramento ambiental, dados e pesquisa aplicada, atividades que geram empregos qualificados e permanecem mesmo após o fim de um ciclo de exploração.
Royalties com transparência e visão de futuro
Caso a produção comercial seja confirmada, o Amapá poderá receber receitas de royalties e participações especiais. O Plano de Governo propõe regras claras para administrar esses recursos.
Entre as medidas está a criação do Fundo Soberano Amapaense, uma poupança destinada a preservar parte da riqueza para as próximas gerações e impedir que todo o recurso seja consumido em despesas correntes.
Parte das receitas também deverá financiar ciência, tecnologia, inovação, transição energética e diversificação da economia.
Um observatório público reunirá dados sobre produção, empregos, fornecedores, indicadores ambientais e aplicação dos recursos. A população poderá acompanhar quanto o estado recebe e onde o dinheiro está sendo investido.
Desenvolvimento com responsabilidade ambiental
O Plano de Governo defende a exploração responsável dos recursos naturais, com respeito à legislação e capacidade efetiva de proteção ambiental.
As propostas incluem o fortalecimento técnico do órgão ambiental estadual, licenciamento rigoroso, fiscalização qualificada e planos de emergência dimensionados e testados para responder a possíveis vazamentos.
Também está prevista a criação do Programa Estadual de Monitoramento Ambiental da Zona Costeira, em parceria com universidades e centros de pesquisa.
A proposta é utilizar tecnologia, dados e conhecimento científico para acompanhar continuamente os impactos e proteger o litoral e as comunidades.
Uma oportunidade que precisa beneficiar o povo
A identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho ainda representa o início de uma longa caminhada. A confirmação de reservas comerciais dependerá de novas análises e etapas técnicas.
Mas Dr. Furlan defende que o Amapá não deve esperar a produção começar para se preparar. É agora que o estado precisa formar trabalhadores, organizar empresas, planejar a infraestrutura e definir regras para o uso das futuras receitas.
As ações iniciadas em Macapá e as propostas do Plano de Governo apontam para um objetivo claro: fazer com que a riqueza da Margem Equatorial se transforme em emprego, renda, tecnologia e qualidade de vida.
Para Dr. Furlan, o petróleo só fará sentido se deixar um legado duradouro para os 16 municípios e para as próximas gerações de amapaenses.