Plano de governo prevê mecanização agrícola, crédito pela Afap, implantação de Ceasa, ampliação das compras públicas e mais agilidade no licenciamento ambiental
Depois de ampliar o licenciamento de áreas produtivas, investir em mecanização e incentivar novas cadeias agrícolas em Macapá, Dr. Furlan quer levar para todo o Amapá o modelo adotado durante sua gestão na capital. A proposta é criar um novo ciclo de desenvolvimento no campo, com menos burocracia para produzir, crédito, estrutura para comercialização e garantia de mercado para agricultores locais.
“Nos nossos cinco anos de gestão, licenciamos 35 mil hectares. Estimulamos a produção no campo e o agronegócio em escala, gerando emprego e renda nos distritos da nossa cidade. Agora, o próximo passo é trabalhar nesse ritmo para levar esses benefícios para o estado inteiro”, afirmou Furlan.
Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão a ampliação da mecanização agrícola, o acesso a crédito por meio da Agência de Fomento do Amapá (Afap), a implantação de uma Central de Abastecimento (Ceasa) e o fortalecimento das compras públicas da produção rural amapaense.
A estratégia também está prevista no plano de governo registrado na Justiça Eleitoral, que estabelece programas de incentivo à agricultura familiar com mecanização, assistência técnica, crédito, insumos e ações para ampliar a capacidade produtiva dos agricultores.
Menos burocracia para produzir
A experiência de Macapá é utilizada por Furlan como referência para a política que pretende implementar no Estado. Durante sua gestão, o município ampliou a emissão de licenças para atividades agropecuárias e buscou simplificar procedimentos para permitir a abertura de novas áreas produtivas dentro das exigências ambientais.Foram aproximadamente 35 mil hectares llicenciados.
A proposta para o Estado é acelerar a análise dos processos de licenciamento ambiental, das autorizações necessárias às atividades produtivas e da regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo Furlan, a intenção é reduzir entraves que dificultam investimentos no campo. “É menos burocracia para o agricultor investir, produzir e o Amapá avançar”, disse.
Mecanização e crédito
Outro eixo do plano é ampliar o acesso dos produtores à mecanização agrícola. A proposta prevê máquinas e equipamentos para facilitar o preparo do solo, o plantio e a colheita, aumentando a produtividade e reduzindo perdas.
Na gestão de Macapá, a Prefeitura já desenvolveu ações de mecanização destinadas principalmente à agricultura familiar, além da distribuição de insumos e apoio a diferentes cadeias produtivas.
No governo estadual, Furlan também pretende ampliar as linhas de financiamento por meio da Afap, permitindo que pequenos e médios produtores tenham recursos para investir na propriedade, aumentar a produção e adquirir equipamentos.
Ceasa para fortalecer a comercialização
Uma das propostas é a implantação de uma Ceasa para melhorar a comercialização e a distribuição dos produtos agrícolas.
A central funcionaria como elo entre produtores, comerciantes, consumidores e o poder público, ampliando os canais de venda e reduzindo perdas durante o escoamento da produção.
A medida busca enfrentar um dos principais problemas relatados por agricultores: produzir e não encontrar o mercado suficiente ou preços que garantam retorno financeiro, além é claro, de uma logística vantajosa para quem produz.
Produção local na merenda escolar
Outro compromisso de Furlan é ampliar a aquisição de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede estadual. A proposta é fazer com que parte maior dos alimentos servidos aos estudantes seja comprada diretamente dos agricultores locais, reduzindo a presença de atravessadores e aumentando a renda de quem produz.
“O agricultor merece produzir e ser feliz na venda da produção”, afirmou Furlan.
O plano de governo prevê ampliar as compras públicas de alimentos produzidos no Amapá não apenas para escolas, mas também para hospitais, restaurantes populares, unidades socioassistenciais e outros equipamentos mantidos pelo Estado.
Para Furlan, o uso da produção local na merenda escolar pode criar um ciclo econômico capaz de beneficiar agricultores e estudantes ao mesmo tempo. “Vamos colocar comida de qualidade no prato das crianças e jovens e, ao mesmo tempo, gerar mais renda no campo”, afirmou.
Experiência em Macapá
Além das ações de mecanização e licenciamento, a gestão de Furlan em Macapá implantou programas voltados à diversificação da produção rural.
Entre eles está o Proaves Macapá, criado para estimular a avicultura entre agricultores familiares, com distribuição de aves, ração, equipamentos, vacinas e outros insumos.
A Prefeitura também realizou ações voltadas à piscicultura, distribuição de insumos agrícolas e melhoria dos espaços destinados à comercialização de produtos da agricultura familiar.
No setor de grãos, Macapá também registrou uma operação piloto de exportação de milho e soja produzidos no município para a Guiana Francesa.
Produção de grãos e novas cadeias
O plano de governo de Furlan prevê ainda estimular a produção de grãos e sua utilização dentro do próprio Estado.
A proposta é incentivar o processamento de milho e soja para fabricação de óleo, farelo e ração animal, criando condições para o crescimento de outras atividades, como avicultura, criação de suínos, piscicultura e pecuária. Com isso, a intenção é diversificar a produção de alimentos, reduzir custos para os produtores e estimular novos empreendimentos ligados ao agronegócio.
“Vamos criar um ciclo produtivo com criação de empregos no agronegócio como o Amapá nunca viu”, afirmou Furlan.
Segundo ele, o objetivo é integrar todas as etapas, regularização ambiental, preparação da terra, mecanização, crédito, produção, beneficiamento, comercialização e compras públicas, para aumentar a renda de quem vive do campo.
“Está brotando um novo Amapá”, concluiu.